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Major Manoel Tavares de Lima era filho de José Tavares de Lima (1820 - 1905) e Joaquina Maria da Conceição. Nasceu em 15/04/1845 em Vitória de Santo Antão PE. Foi um ano histórico para Pernambuco, pois marcou a entrada em vigor da famosa Lei Praieira (diretriz da Revolução Praieira que explodiria pouco depois).
Esse clima de debate político inflamado na província parece ter moldado o espírito de liderança que ele carregou na vida pública. Manoel Tavares de Lima nasceu em 15/04/1845 em Vitória de Santo Antão PE. Faleceu aos 64 anos de idade no dia 17/11/1909 no Engenho Barra, em Pirituba PE (segundo distrito de Vitória de Santo Antão PE).
O legado familiar ganhou continuidade através de seu filho caçula, um dos seus dez filhos, que aliás recebeu o mesmo nome do pai. No dia 16 de fevereiro de 1909, na vizinha cidade de Gravatá - PE, Manoel Tavares de Lima Filho uniu-se em matrimônio com Francisca Baptista de Lima.
Com isso, deu tempo de seu pai testemunhar o casamento do filho caçula antes de partir. Apenas nove meses depois da celebração, o patriarca Manoel Tavares de Lima veio a falecer em novembro de 1909, fechando o ciclo de um homem cuja vida foi marcada pela liderança e pela história de sua terra.
📜 A Origem do Patrimônio: O Contrato de Dote e as Terras do Casamento (1866)
Em 13 de agosto de 1866, o jovem Manoel Tavares de Lima dava um passo decisivo para o início de sua vida familiar e patrimonial. Em uma reunião realizada no histórico Sítio Outeiro, em Vitória de Santo Antão, foi lavrada uma Escritura de Dote assinada por seu futuro sogro, o Capitão Joaquim José Álvares.
Como o casamento real só aconteceria poucos anos depois (visto que a noiva, Anna Álvares dos Prazeres, ainda era muito jovem), as famílias se anteciparam juridicamente para "amarrar" o patrimônio que sustentaria o futuro casal. O documento oficial de 1866 revela detalhes fascinantes da transação:
O Acordo de Dote: O Capitão Joaquim José Álvares e sua esposa, Dona Luiza Francisca de Jesus, oficializam o compromisso de casamento de sua filha Anna com Manoel Tavares de Lima (tratado no papel como "genro" e "donatário").
A Compra do Sítio Boeiro: Para compor os bens do dote e garantir o sustento dos noivos, foi integrada ao arranjo a compra de uma propriedade vizinha de destaque, o Sítio Boeiro (localizado na comarca de Santo Antão), vendido por João Antônio da Silva Lyra.
A Estrutura das Terras: A propriedade custou a expressiva quantia de um conto de réis (paga em moeda corrente do Império) e contava com uma casa de vivenda (moradia principal) e uma casa de fazer farinha (essencial para a produção agrícola da época).
Os Limites Geográficos: O documento descreve que o sítio fazia divisa com as terras de José Manoel de Mello, com o "oitão" (parede lateral) da casa de José Jerônymo, e era cercado por estradas históricas que iam em direção a São João dos Pombos e ao povoado de Meringabas.
O imposto de transmissão da terra (Siza) custou 60 mil réis e foi recolhido pelo Collector Tenente Guilhermino Paes Barreto.
O documento foi escrito pelo tabelião Aniceto Dias Soares de Mello e testemunhado por Lourenço Francisco Chalegre e Antônio Quirino de Lemos.
Como a vendedora e o comprador original das terras não sabiam assinar (algo muito comum no século XIX), figuras importantes assinaram a rogo deles: o filho dos vendedores, Antônio José de Lyra, e o influente Capitão Manoel Torres da Fonseca.
Major Manoel Tavares de Lima foi prefeito de Vitória de Santo Antão PE, nos anos de 1901 a 1904, pelo Partido Republicano Federal. Como vice-prefeito, foi eleito Nestor de Hollanda Cavalcanti.
Casou-se na década de 1860 com Ana Álvares dos Prazeres. Era filha do capitão Joaquim José Álvares, líder do Partido Liberal, e de dona Luiza Francisca de Jesus. Essa aliança consolidou em definitivo o poder entre as famílias Tavares de Lima e Álvares dos Prazeres. Tiveram 10 filhos.
O Cenário de Vitória de Santo Antão logo após o Falecimento do Major Manoel (1910)
🏛️ Curiosidade histórica: O patriotismo e a força política do Capitão Joaquim José Álvares.
Antes de continuar a falar sobre a trajetória do Major Manoel Tavares de Lima, vale a pena abrir um parêntese para conhecer o seu influente sogro.
Avançar pelas décadas de 1860 a 1880 em Vitória de Santo Antão é encontrar o Capitão Joaquim José Álvares como uma das maiores forças agrárias, militares e liberais do interior pernambucano.
Os filhos de Manoel Tavares de Lima e Anna Álvares dos Prazeres e a linha do tempo em Vitória de Santo Antão.
A história desta ramificação da família Tavares de Lima se consolida nas terras de Vitória de Santo Antão, em Pernambuco, onde todos os irmãos nasceram. Entre o final do século XIX e meados do século XX, suas trajetórias se dividiram entre a terra natal e a capital, Recife.
1) Josepha Álvares Tavares de Lima: Nasceu em 27 de novembro de 1869 em Vitória de Santo Antão - PE. Foi no ano em que a cidade do Recife ganhou a "Maxambomba", o primeiro trem urbano do estado, trazendo modernidade para a capital. Josepha faleceu em Recife no dia 14 de dezembro de 1946.
2) José Ricardo Tavares de Lima: Nasceu em 1871 em Vitória de Santo Antão - PE. Foi no ano em que começaram as grandes reformas no Porto do Recife, que abriu as portas da capital para o comércio mundial. José Ricardo teve uma vida curta e faleceu em sua terra natal em junho de 1896.
3) Joanna Tavares de Lima: Nasceu in 1872 em Vitória de Santo Antão - PE. Foi no ano em que os trilhos do trem terminaram de ser construídos, ligando o interior à capital e ajudando a vender o açúcar de Vitória. Joanna viveu até os 80 anos e faleceu em Recife no dia 12 de agosto de 1952.
4) João Eduardo Tavares de Lima: Nasceu em 25 de outubro de 1873 em Vitória de Santo Antão - PE. Foi no ano em que o Brasil ganhou seu primeiro cabo de telégrafo debaixo do mar, ligando o Recife diretamente à Europa. João Eduardo morou em Vitória até o fim da sua jornada e faleceu em 17 de janeiro de 1937.
5) Félix Tavares de Lima: Nasceu no ano de 1875 em Vitória de Santo Antão - PE. Foi uma época de muita modernização com a inauguração do histórico Mercado de São José no Recife e a chegada dos primeiros engenhos a vapor. Félix teve uma vida longa e faleceu na capital pernambucana no dia 23 de setembro de 1961.
6) Francisca Tavares de Lima: Nasceu em 03 de abril de 1882 em Vitória de Santo Antão - PE. Foi no ano em que o Teatro de Santa Isabel, no Recife, virou o centro da cultura ao receber o maestro Carlos Gomes para reger suas músicas. Francisca faleceu na vizinha cidade de Pombos no dia 13 de janeiro de 1922.
8) Manoel Tavares de Lima Filho: Nasceu em 11 de maio de 1886 em Vitória de Santo Antão - PE. Foi no período em que as primeiras linhas de telefone começavam a ligar as cidades de Pernambuco. Manoel levou o mesmo nome do pai e faleceu em Pirituba no dia 06 de dezembro de 1959.
9) Maria Tavares de Lima: Nasceu em 12 de julho de 1888 em Vitória de Santo Antão - PE. Foi apenas dois meses após a Lei Áurea, num período de muita festa e mudanças nos engenhos da Zona da Mata de Pernambuco. Maria faleceu em Recife no dia 01 de maio de 1964.
🏛️ Victória de Santo Antão na aurora do século XX: O cenário de uma época.
🏛 A prefeitura de Vitória em 1919: Um registro histórico.
A fotografia funciona como um documento vivo do cenário onde o major Manoel, durante sua gestão (1901-1904), combateu epidemias e organizou as finanças locais, deixando um legado inabalável.
De alferes a prefeito: A trajetória histórica do major Manoel Tavares de Lima em Vitória de Santo Antão (1901-1904).
Juntamos as peças de um verdadeiro quebra-cabeça biográfico com recortes raros da Hemeroteca Digital sobre o major Manoel Tavares de Lima, e o resultado é uma história de liderança, desafios de saúde pública e muita honestidade administrativa!
Na fronte da retaguarda: A nomeação militar em plena Guerra do Paraguai (1867).
Lado a lado com o pai: Os primeiros passos de Manoel Tavares na lavoura canavieira de São Lourenço da Mata - PE (1871 - 1872).
Acervo Hemeroteca Digital Brasileira / Biblioteca Nacional.
Durante essa alvorada da vida adulta, aos 26 anos, trabalhou ativamente ao lado de seu pai na lavoura canavieira de São Lourenço da Mata - PE.
Conforme documentado no exercício financeiro de 1871–1872, Manoel consta nominalmente no edital da coletoria da província como contribuinte e morador do Engenho Roncador, exatamente ao lado de seu pai José Tavares de Lima.
Essa jornada de trabalho e gestão nos complexos açucareiros daquela freguesia, onde sua meia-irmã Mathilde já havia sido batizada dez anos antes no Engenho Jardim, foi a verdadeira escola administrativa que moldou o seu compromisso rigoroso com as contas públicas e com a arrecadação tributária.
A trajetória de um homem de ordem (1879 - 1899).
Antes de assumir a cadeira de prefeito no palácio municipal, Manoel Tavares de Lima dedicou décadas à segurança e à organização política da nossa região. Os registros mostram seus passos:
Expediente do Governo da Província: 07/05/1879.
O presidente da província de Pernambuco, atendendo às propostas do chefe de polícia interino, resolve nomear o alferes Manoel Tavares de Lima para o cargo de 3º suplente de subdelegado do 2º distrito da freguesia de Santo Antão.
Secretaria do Governo do Estado de Pernambuco – 18 de abril de 1891.
A Secretaria de Governo faz sciente público que se encontram disponíveis as patentes de Guarda Nacional expedidas pelo Governo Provisório da República. No documento, consta a nomeação de Manoel Tavares de Lima para o relevante posto de major ajudante de ordens e secretário geral do comando superior da comarca de Victoria.
Acta da reunião do directorio do Partido Republicano Federal: 15/11/1898.
Reunidos na casa do capitão Belarmino dos Santos Bulcão Filho, com a presença de importantes líderes da elite local, o directório do Partido Republicano Federal do município da Victoria decidiu, por unanimidade, escolher os cidadãos:
Capitão Paulino Dias Ferreira, capitão Ladisláo Gomes do Rego e major Manoel Tavares de Lima para dirigirem todo o pleito eleitoral da localidade.
O documento reforça que eles seriam as únicas autoridades ouvidas no que tange à disciplina e à ordem do partido, sob a chefia estadual do conselheiro Rosa e Silva.
Diário de Pernambuco, Ano 40, Edição nº 122, 20 de maio de 1879.
Acervo Hemeroteca Digital Brasileira / Biblioteca Nacional.
Diário de Pernambuco, Ano 42, Edição nº 89, 22 de abril de 1891.
Acervo Hemeroteca Digital Brasileira / Biblioteca Nacional.
Jornal do Recife, Ano 41, Edição nº 258, 18 de novembro de 1898.
Acervo Hemeroteca Digital Brasileira / Biblioteca Nacional.
Atuando ao lado do Dr. Benigno Marinho Lins Sicupira e de Telesphoro Cordeiro Falcão, o Major exercia papel central na fiscalização pública e ordenamento da comarca.
Essa forte atuação nos bastidores institucionais da província consolidou o seu nome junto ao Partido Republicano Federal, pavimentando o caminho para sua consagração nas urnas como prefeito em 1901.
Fonte: Mensagem apresentada ao Congresso Legislativo do Estado em 6 de março de 1899 pelo Governador Dr. Joaquim Corrêa de Araujo. Pernambuco: Typ. de Manoel Figueiroa de Faria & Filhos, 1899. Disponível no Acervo da Hemeroteca Digital Brasileira / Biblioteca Nacional.
Acervo Hemeroteca Digital Brasileira / Biblioteca Nacional.
Faltando poucos dias para o pleito municipal, as engrenagens da política vitoriense trabalhavam em ritmo acelerado. Na edição de 20 de julho de 1901, o jornal O Lidador acima, trouxe a público o manifesto oficial do diretório do Partido Republicano Federal do município da Victoria, convocando os eleitores e apresentando a chapa oficial que disputaria o governo local.
Com o slogan "Viva o Partido Republicano! Viva o invicto e glorioso conselheiro Rosa e Silva!", o partido lançou os seguintes nomes para a disputa das eleições municipais.
Conselheiro 2: Miguel Francisco de Queiroz Barros (membro do tronco dos Queiroz por aliança com os Álvares).
Conselheiro 3: Capitão Manoel Joaquim da Silva Cavalcanti (elite local ligada à igreja e às bases do governo).
Conselheiro 4: Luiz Saturnino Álvares dos Prazeres (irmão de Anna Álvares dos Prazeres e cunhado do major Manoel Tavares de Lima).
Conselheiro 5: Capitão João Ignácio de Meira Ferrão (ramo dos Meira Ferrão, padrinhos de sangue dos Tavares de Lima).
Conselheiro 6: Tenente-coronel José Xavier Cavalcanti Wanderley (ex-prefeito que cedeu o lugar ao major Manoel).
Conselheiro 7: Manoel José de Andrade (comerciante parceiro dos engenhos e genro de Francisco Tavares de Lima).
Essa publicação oficial consolida de forma definitiva as alianças oligárquicas da época. Ela revela como os troncos familiares tradicionais, em especial os Tavares de Lima e os Álvares dos Prazeres, operavam em absoluta sintonia no topo da pirâmide de comando do município no alvorecer do século XX.
Ano: 1901: A vitória nas urnas e uma posse triunfal
No dia 25 de julho de 1901, a população de Vitória foi às urnas. O resultado, publicado pelo Diário de Pernambuco, consagrou o major Manoel Tavares de Lima eleito prefeito com exatamente 713 votos, tendo ao seu lado o vice-prefeito Nestor de Hollanda Cavalcanti.
Acervo Hemeroteca Digital Brasileira / Biblioteca Nacional.
Transmissão de cargo na prefeitura de Vitória de Santo Antão.
Acervo Hemeroteca Digital Brasileira / Biblioteca Nacional.
O texto acima do jornal "O Lidador" de 1901 registra a transição oficial do poder executivo municipal. O tenente-coronel José Xavier Cavalcanti Wanderley encerrou o seu mandato e passou o cargo de prefeito ao seu sucessor eleito para o triênio vigente, o major Manoel Tavares de Lima.
A publicação exalta e homenageia o prefeito que deixa o cargo, destacando os seguintes pontos:
Reconhecimento político: Define o tenente-coronel José Xavier como um amigo prestimoso e uma legítima influência do Partido Republicano local.
Gestão em tempos difíceis: Elogia o tato, a inteligência e o critério demonstrados pelo ex-prefeito ao governar durante uma época marcada por profundas dissensões políticas no município.
Novo papel político: Informa que, após deixar a prefeitura, o ex-governante assumirá uma cadeira como membro do Conselho Municipal.
Homenagens: Registra os cumprimentos respeitosos e as manifestações de apreço recebidas de numerosos amigos em reconhecimento ao seu patriotismo e dedicação à causa pública.
Posse do novo governo municipal e apresentação de metas.
Jornal O Lidador, Ano 22, Edição nº 44, 16 de novembro de 1901.
Acervo Hemeroteca Digital Brasileira / Biblioteca Nacional.
Após prestar o compromisso da posse, o novo prefeito, major Manoel Tavares de Lima, apresentou sua primeira mensagem oficial, reunindo os seguintes pontos:
Proposta orçamentária: Apresentou a fórmula de orçamento para o ano seguinte, destinada à discussão imediata na sessão.
Harmonia entre poderes: Defendeu a solidariedade e a harmonia de visões entre os poderes Legislativo e Executivo para o bom funcionamento da administração.
Respeito à confiança pública: Reforçou seu compromisso de respeitar e acatar os desígnios do povo com firmeza de caráter.
Metas de progresso: Prometeu trabalhar pela grandeza moral e material do povo de Vitória de Santo Antão, visando alcançar as metas de desenvolvimento do município.
O discurso foi amplamente aplaudido pelos presentes, transmitindo à comunidade a convicção de um futuro progressista sob a nova gestão.
Naquela época, o jornal impresso funcionava como o "Diário Oficial" de hoje. Para uma lei ou uma cobrança ter validade jurídica, o prefeito precisava obrigatoriamente mandar o texto para a redação do jornal para ser impresso e distribuído.
📜 Ordem e pontualidade: Os primeiros editais administrativos do prefeito.
No edital do dia 30/01/1902, o prefeito major Manoel estabeleceu um cronograma fixo e pontual de pagamentos, assinado pelo secretário da prefeitura, Pereira Bastos, sob as suas ordens diretas.
A determinação exigia que os pagamentos fossem feitos rigorosamente da seguinte forma:
Dia 1º de cada mês: Salário dos empregados internos da prefeitura.
Dia 4 de cada mês: Pagamento da instrução pública, o que significava que o dinheiro dos professores e funcionários das escolas públicas já estava liberado para saque na tesouraria.
Dias 5 e 6 de cada mês: Quitação de contas e outras obrigações com fornecedores e prestadores de serviços do município (desde que essas datas não caíssem em dias feriados).
Ano: 1902: Na linha de frente da saúde pública.
Governar Vitória no início do século XX exigia pulso firme contra as doenças. Segundo o famoso Almanak-Laemmert, a cidade tinha uma população de 32.422 habitantes em 1902.Naquele ano, enquanto a peste bubônica ameaçava subir os trilhos do trem vinda do Recife, o major reorganizou a limpeza da cidade e sancionou a Lei nº 104, criando o cargo de enfermeiro para o Hospital de Varíola, blindando a população contra as epidemias.
Acervo Hemeroteca Digital Brasileira / Biblioteca Nacional.
Viagem ao passado: O clima político de Vitória de Santo Antão em 1902.
Caminhamos até o casarão do Conselho Municipal no dia 21 de janeiro de 1902. O clima lá dentro é sufocante.
Os conselheiros, incluindo figuras da elite local como o coronel José Xavier Cavalcanti Wanderley e o capitão Francisco Durães, tomam seus assentos. O prefeito vai ler sua mensagem anual, mas a sessão mal começa e a calmaria republicana se desfaz.
O presidente do Conselho, Miguel Lagos, recebe um bilhete de seu cunhado, Nestor de Holanda, e abandona a sessão às pressas sob o pretexto de "incômodos de saúde".
O coronel José Xavier assume a liderança e tenta manter a ordem. No meio da tarde, o cenário muda para a calçada da farmácia local.
É lá que o confronto verbal explode. Nestor de Holanda ataca verbalmente o coronel José Xavier com palavras ásperas, inflamando os ânimos.
A tensão atinge o estopim na frente da casa do capitão Francisco Tavares de Lima. Uma multidão se aglomera, gritos e vaias ecoam pelas ruas vizinhas, ameaçando virar um conflito violento.
O major Manoel Tavares de Lima estava no estabelecimento comercial do irmão, o capitão Francisco, na Rua da Imperatriz. Com passos firmes e autoridade reconhecida, o major Manoel intervém de forma pacífica.
Ele caminha em direção ao tumulto e, com coragem, consegue salvar o coronel José Xavier do perigo iminente de uma agressão física.
Naquela noite, a cidade dorme sob a sombra de ameaças de novos ataques para o dia seguinte. Boatos correm de que capangas invadiriam o Conselho.
Mas a firmeza da liderança dos Tavares de Lima e o respeito que impunham na região mantêm a ordem:
Nos dias seguintes, os ameaçadores recuam e a paz social é restaurada, consolidando uma vitória política limpa e legítima para o Partido Republicano.
Acervo Hemeroteca Digital Brasileira / Biblioteca Nacional.
O CENÁRIO DA RUA DA IMPERATRIZ EM 1902: RECONSTITUIÇÃO DIGITAL DOS COMÉRCIOS QUE CERCAVAM O HISTÓRICO CONFLITO POLÍTICO VIVENCIADO PELA FAMÍLIA TAVARES DE LIMA.
No jornal O Lidador do dia 13/02/1902, na seção Parte Official, o prefeito Manoel Tavares de Lima deu uma verdadeira demonstração de pulso firme, rigor jurídico e defesa da moralidade administrativa em Vitória de Santo Antão.
O major negou sanção (vetou dois dias depois) ao projecto nº 3, criado pelo Concelho Municipal em 7 de fevereiro, que tentava criar o cargo de escrivão policial com salário anual de 360$000 réis pagos pelos cofres da cidade.
Defesa da Constituição: O prefeito provou que a Câmara invadiu a competência do Estado, violando o Artigo 35 da Constituição da época.
Conhecimento jurídico: Citou detalhadamente as leis estaduais nº 52, nº 480 e nº 310 para mostrar que apenas o delegado podia nomear seu escrivão.
Blindagem do dinheiro público: Impediu a criação de um gasto ilegal, mostrando que cada tostão do município deveria ser protegido.
A gestão de Manoel Tavares de Lima em Vitória de Santo Antão (1902).
Todos os dados e histórias apresentados nesta publicação foram devidamente pesquisados no jornal O Lidador de 1902, pertencente ao acervo da Hemeroteca Digital Brasileira da Biblioteca Nacional.
O major Manoel Tavares de Lima foi prefeito de Vitória de Santo Antão (na época chamada apenas de Victoria) entre 1901 e 1904. Esses documentos históricos de 1902 revelam como o seu governo combateu a sonegação, reorganizou os impostos e equilibrou as contas da cidade.
1. Ordenamento urbano e numeração das casas (janeiro de 1902).
A prefeitura proibiu apagar ou remover a numeração das casas. Os proprietários em reforma eram obrigados a repor os números nas fachadas, sob pena de multa e de pagar pelo serviço caso a prefeitura o fizesse.
Os objetivos eram: mapear os imóveis para arrecadar impostos, facilitar as entregas dos correios e ajudar os fiscais de saúde a localizar doentes no combate a epidemias como a varíola e a peste bubônica.
2. Arrecadação das "décimas urbanas" (fevereiro a março de 1902).
A prefeitura realizou o recolhimento das décimas urbanas, o imposto sobre as casas (equivalente ao IPTU de hoje).
A coleta: O fisco compilou uma lista de casas da cidade e dos povoados de Pombos (registrado na época como Ponchos) e Peri-Pery (atual Pirituba) com base no valor de aluguel dos imóveis.
Igualdade perante a lei: Na Rua da Imperatriz, a casa nº 17 pertencia a Francisco Tavares de Lima (irmão do prefeito), que foi taxado em 300$000 réis, provando que a lei valia para todos.
Prazos sem multa: Em março, o escrivão Francisco das Chagas Pereira Bastos reforçou que o primeiro semestre deveria ser pago até o final daquele mês para evitar penalidades
3. Combate à sonegação: A Lei nº 107 (fevereiro de 1902).
O major Manoel Tavares de Lima sancionou a Lei nº 107, criando regras rígidas para a cobrança da dívida ativa do município.
Cerco fechado: Se o devedor não quitasse seus débitos em até 30 dias, seu nome ia direto para o procurador judicial da prefeitura. O decreto previa juros, multas e processos judiciais de execução de bens.
Explicação do superávit: Esta lei foi o passo final da administração. Primeiro organizou a numeração, depois cobrou o imposto e, por fim, processou os sonegadores. Isso explica por que o major entregou a prefeitura com dinheiro sobrando em caixa.
4. Reforma administrativa e corte de gastos (maio de 1902).
O prefeito conseguiu aprovar mudanças no Conselho Municipal para manter as contas no azul:
Lei nº 113 (Corte de gastos): Eliminou despesas extinguindo um cargo de guarda fiscal do município.
Lei nº 114 (Estabilidade): Reorganizou e restabeleceu o cargo de contínuo (auxiliar) para as secretarias, fixando o salário anual em 600$000 réis com pagamento garantido em crédito extraordinário.
Banquete histórico em homenagem ao desembargador Antônio Pedro da Silva Marques (1902).
Acervo Hemeroteca Digital Brasileira / Biblioteca Nacional.
Chegou de trem vindo de Recife. Ele foi recebido diretamente na estação ferroviária pela cúpula política local, liderada pelo prefeito major Manoel Tavares de Lima, coronel Pedro Secundino Barbosa da Silva (presidente do Conselho) e o subprefeito Nestor de Hollanda Cavalcanti. Duas bandas de música animavam o cortejo: a Banda do 1º Corpo de Polícia e o Grêmio Musical Victoriense.
O banquete na prefeitura: O grande banquete foi realizado às 21 horas no salão do edifício da Prefeitura Municipal. A fachada estava decorada com galhardetes, folhagens e iluminação moderna com "bicos de luz acetylene". No salão, havia escudos com dizeres de homenagem do Partido Republicano da Victoria.
A mesa em forma de "U" e o cardápio: A mesa foi montada em formato de "U" para 50 convidados. O cardápio requintado incluía: sopa de aspargos, peixe de forno com molho de alcaparra, fritada de camarões, patury com trufas, salada de línguas, salsichas com arroz, peru com fiambre, leitão assado, galinha com purê de batatas, roastbeef e alface. De sobremesa, doces, queijos, licores, sorvete, café, além de vinhos diversos e champagne.
A posição do major Manoel Tavares: Como prefeito e anfitrião, o major Manoel Tavares de Lima teve papel de destaque de honra na mesa do banquete, assentado logo abaixo das maiores autoridades do Estado (à esquerda do Dr. Maximiano Duarte), reforçando o prestígio e a força política da família Tavares de Lima na região.
O evento terminou à meia-noite com o Hino Nacional e foi seguido por um baile até o amanhecer.
Acervo Hemeroteca Digital Brasileira / Biblioteca Nacional
O porquê da mesa em formato de "U" (ferradura).
Ostentação da hierarquia: A cúpula do poder ficava sentada apenas na "cabeceira principal" (a base do U). O desembargador Silva Marques e o prefeito major Manoel Tavares de Lima ficavam bem no centro, de frente para todos, sem ninguém tapando a visão. Quem mandava ficava no topo, quem apenas assistia ficava nas laterais.
Teatro dos discursos: Na República Velha, os "brindes" e discursos políticos eram o ponto alto da noite. Esse formato funcionava como um palco, permitindo que o orador falasse olhando nos olhos de todos os 50 convidados ao mesmo tempo.
Serviço de luxo: O vão vazio no meio do "U" servia para que os garçons entrassem e servissem os pratos requintados (como o patury com trufas e o leitão assado) com rapidez e elegância, sem esbarrar ou passar a comida por cima da cabeça das autoridades.
Iluminação moderna: Destaque que os "bicos de luz acetylene" eram o ápice da modernidade urbana para a época, pois a energia elétrica ainda engatinhava no interior. O major fez questão de mostrar que Vitória era uma cidade moderna.
Gastronomia de elite: Pratos como patury com trufas e sopa de aspargos indicam que a comida foi encomendada de confeitarias finas do Recife (provavelmente vindas pelo mesmo trem do homenageado), mostrando o requinte da recepção organizada pelo prefeito.
Festa, trilhos e alianças de sangue: O glorioso regresso do capitão Francisco Tavares de Lima em 1902.
Acervo Hemeroteca Digital Brasileira / Biblioteca Nacional.
O jornal O Lidador de 22/11/1902 revela um retrato fascinante da Belle Époque em Vitória de Santo Antão. O periódico conta que o capitão Francisco Tavares de Lima regressou de uma temporada de tratamento de saúde em Caruaru - PE, onde a elite agrária buscava a cura pelos "ares salubres e amenos", benéficos ou terapêuticos da região.
A jornada de volta só foi possível graças à moderna linha férrea da Great Western, que já conectava as duas cidades com rapidez, substituindo as longas e cansativas viagens a cavalo do passado.
Ao desembarcar na plataforma da estação, o capitão foi recebido em festa por uma multidão de amigos e aliados políticos. Na liderança de cortesia estava o seu meio-irmão e sogro, o ilustre major Manoel Tavares de Lima, zeloso prefeito do município.
Essa dupla relação de parentesco revela uma prática aristocrática da época: Francisco casou-se com sua própria sobrinha, Josepha, filha de Manoel, em uma dispensa de consanguinidade que buscava preservar as terras, engenhos e alianças políticas exclusivamente dentro do mesmo núcleo familiar.
O retorno do estimado cavalheiro mobilizou a cidade. Ao chegar em sua residência, o capitão encontrou a casa integralmente repleta de visitantes, que assim permaneceu por dias para celebrar sua milagrosa cura. No domingo à noite, a homenagem atingiu o ápice quando a harmoniosa banda marcial do Grêmio Musical Victoriense compareceu à sua porta, executando as melhores peças de seu repositório.
Após os discursos oficiais, a reunião evoluiu para uma elegante soirée dançante (um autêntico baile de gala), onde os convidados se divertiram festivamente até depois da meia-noite, eternizando o cavalheirismo da linhagem Tavares de Lima.
Ano: 1903: O dia em que o prefeito parou a cidade pelo Monte das Tabocas.
O major Manoel liderou a comitiva que recebeu a autoridade na gare da estrada de ferro, sob os acordes do Grêmio Musical Victoriense e de girândolas de foguetes. Todos seguiram juntos em uma cavalgada até o Monte das Tabocas. Lá, o prefeito testemunhou e assinou o assentamento da primeira pedra do monumento, celebrando o glorioso feito de armas contra o domínio holandês.
Resumindo o que foi essa invasão: Os holandeses invadiram Pernambuco em 1630 para controlar o rico comércio de açúcar. Após a saída do governante Maurício de Nassau, a Companhia das Índias Ocidentais passou a cobrar impostos abusivos e dívidas dos senhores de engenho locais, gerando uma revolta popular.
O exército holandês era formado por cerca de 1.500 soldados profissionais e bem armados. Já as forças patriotas locais tinham pouco mais de 1.000 homens. A maioria não tinha nenhuma experiência militar e lutava apenas com foices, facões e pedaços de pau.
Os líderes luso-brasileiros João Fernandes Vieira e Antônio Dias Cardoso usaram a geografia a seu favor. Eles atraíram os holandeses para o monte, que era coberto por "tabocas" (um bambuzal silvestre muito denso). Escondidos na mata fechada, os moradores da terra anularam as armas de fogo inimigas e venceram os invasores no combate corpo a corpo.
Essa vitória foi tão importante que mudou o nome da antiga localidade de Braga para Vitória de Santo Antão, em homenagem ao feito heroico. Foi também um dos primeiros momentos da história em que brancos, indígenas e negros lutaram juntos em solo brasileiro para defender a sua própria terra.
Resumindo: No dia 27 de fevereiro de 1903, o prefeito major Manoel Tavares de Lima movimentou a cidade para dar o pontapé inicial em uma das obras mais importantes de Vitória de Santo Antão.
Ele recebeu o bispo de Olinda na estação de trem e, junto com uma grande comitiva a cavalo, subiu o histórico Monte das Tabocas. Lá no alto do morro totalmente natural, o major assinou os papéis e assentou a primeira pedra (a pedra fundamental) da construção do Monumento das Tabocas.
A aliança entre a fé e a política no Monte das Tabocas (1903).
Ele foi uma das grandes autoridades que atendeu ao chamado do major Manoel Tavares de Lima na histórica romaria ao Monte das Tabocas em 1903.
Ver esta imagem conecta diretamente o leitor ao cenário humano daquela época, dando rosto e presença a quem caminhou lado a lado com a família Tavares de Lima na construção da identidade cultural e religiosa de Vitória de Santo Antão.
No dia 11 de julho de 1903, o capitão Francisco Tavares de Lima desembarcou de volta à sua terra natal após passar três meses na Capital Federal (que na época era a cidade do Rio de Janeiro), para onde havia viajado com o objetivo de tratar de sua saúde.
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A comitiva de elite na estação de Jaboatão.
A relevância de Francisco era tamanha que uma ilustre comitiva de autoridades políticas não esperou sua chegada em Vitória; eles viajaram de trem até a estação de Jaboatão para ir ao seu encontro. A comitiva era liderada por seu irmão:
Major Manoel Tavares de Lima (prefeito do município), capitão Caetano Durães (conselheiro municipal), dr. Henrique Lins (deputado estadual) e o tenente Manoel C. Mesquita Barros (secretário da prefeitura).
Festa e júbilo na cidade.
O jornal destaca com alegria que o capitão Tavares retornou completamente restabelecido de seus incômodos de saúde. O sucesso de seu tratamento e o seu regresso ao seio familiar causaram tanto júbilo na comunidade que sua residência permaneceu repleta de pessoas amigas e visitantes nos dias seguintes.
Meses depois, em 14/11/1903, no jornal O Lidador, cujo título era digno de louvor, Francisco Tavares de Lima praticou um ato caridoso, renunciando, em favor da escola noturna dos pobres (criada pela Conferência de São Vicente de Paulo), à quantia de 18$000 (dezoito mil réis) que lhe pertencia.
Esse dinheiro era o pagamento que Francisco tinha direito a receber da justiça pelo seu trabalho como avaliador oficial no inventário dos bens do casal Antônio Francisco Nogueira e Joanna Clara Maximiniana, após o falecimento desta senhora.
Como ele era conselheiro municipal na prefeitura, comerciante e agricultor, era um homem de muita confiança na cidade de Vitória de Santo Antão e usou sua função para exercer a solidariedade.
A gestão de Manoel Tavares de Lima em Vitória de Santo Antão (1903).
Todos os dados do ano de 1903 apresentados nesta publicação também foram devidamente pesquisados no jornal O Lidador de 1903, diretamente do acervo da Hemeroteca Digital Brasileira da Biblioteca Nacional.
1. Cobrança ativa dos devedores (Abril de 1903)
Dando continuidade ao rigor financeiro iniciado no ano anterior, a prefeitura colocou em prática as ordens do major prefeito.
Cobrança dos atrasados: Em 2 de abril de 1903, o secretário da prefeitura, Manoel Cavalcante Mesquita Barros, publicou um edital de convocação direcionado aos devedores de impostos do exercício findo de 1902.
A medida seguia a lei anterior, reforçando que o dinheiro público precisava ser defendido com fiscalização ativa.
2. A Lei nº 124: O regimento interno da cidade (outubro de 1903)
Sancionada em 2 de outubro de 1903 pelo prefeito Manoel Tavares de Lima, a Lei nº 124 reorganizou e modernizou todo o funcionamento político e administrativo de Vitória de Santo Antão. A medida reestruturou o município através de três pilares:
Comissões técnicas fixas: Deixando de lado o impulso pessoal, a gestão criou grupos de trabalho técnicos:
Comissão de polícia: Cuidava da iluminação, segurança e extinção de pragas.
Comissão de fazenda: Controlava compras, finanças e aplicação de multas.
Comissão de higiene e edificações: Responsável pela saúde pública, vacinação, abastecimento de água e matadouros.
Comissão de instrução e estatística: Regrava a criação de códigos municipais.
Ética e equilíbrio de poderes: A lei padronizou o rito dos projetos e garantiu o direito de veto do prefeito. Além disso, proibiu expressamente que qualquer conselheiro votasse em assuntos de seu interesse particular ou de parentes diretos.
Transparência e organização: Determinou a criação de dois arquivos separados (do concelho e da prefeitura) e exigiu a classificação impecável de todas as atas das sessões.
A lei passou pela sala das sessões do legislativo em 28 de setembro de 1903, sendo assinada pelo vice-presidente José Xavier Cavalcanti Wanderley e pelos secretários. Logo em seguida, recebeu o "publique-se" carimbado diretamente pelo major prefeito Manoel.
Como era o cotidiano e as demandas da cidade em 1903?
Pesquisar a história da família Tavares de Lima é, também, fazer uma viagem no tempo e entender como a sociedade funcionava há mais de um século. No jornal O Lidador, encontrei um registro fascinante.
O recorte em destaque acima não traz um decreto oficial ou uma grande inauguração, mas algo muito mais valioso: um vislumbre da vida cotidiana dos moradores daquele período e da relação direta que tinham com o governante.
O pedido de um lampião
Na edição daquele ano de 1903, os moradores da Rua da Cabanga publicaram um apelo direto ao gabinete do prefeito Manoel Tavares de Lima. Com a grafia da época, o texto dizia:
"Os moradores da rua da Cabanga, pedem ao illustre e digno prefeito deste município, a collocação alli, de um lampeão, attendendo ao trânsito que já hoje existe na mesma rua. Ahi fica o pedido, que estamos certos, será attendido, sendo possível.
Este pequeno parágrafo revela detalhes riquíssimos sobre a infraestrutura e o crescimento urbano no início do século XX:A escuridão e a iluminação pública: Hoje em dia, a iluminação elétrica é algo comum. Em 1903, a realidade era outra. Os bairros dependiam da instalação de lampiões individuais, geralmente alimentados a querosene ou gás. Cada um precisava ser aceso manualmente todas as noites por um funcionário da prefeitura. Solicitar um lampião era um pedido crucial para a segurança e o movimento noturno.
O crescimento da cidade: Os moradores justificam o pedido apontando para o "trânsito que já hoje existe na mesma rua". Isso nos mostra que a Rua da Cabanga estava se expandindo rapidamente, transformando-se em uma via movimentada que já não podia mais ficar no escuro.
Respeito e cidadania: O tom do texto chama a atenção. Ao se referirem ao prefeito Manoel Tavares de Lima como "illustre e digno prefeito", os cidadãos demonstram um profundo respeito pela autoridade pública, misturado com uma forte relação de confiança e proximidade: "Estamos certos, será attendido, sendo possível".
Polêmica na feira livre e a questão da balança (1904).
Um episódio curioso e tenso marcou o cotidiano da cidade da Victória no ano de 1904, envolvendo diretamente a gestão do prefeito major Manoel Tavares de Lima.
Conforme noticiado pela imprensa da época, feirantes e vendedores de açúcar reclamavam da ausência de uma balança pública para a verificação dos pesos das mercadorias.
O impasse ganhou contornos dramáticos quando o prefeito justificou que o instrumento anterior havia sido roubado e que não forneceria outro, gerando a recusa dos comerciantes em pagar os impostos municipais.
O conflito culminou na prisão do cidadão Paulo Simões de Carvalho após acalorada discussão. O registro cruza o rigor documental da época com as reais tensões sociais e econômicas vividas pelos moradores nas tradicionais feiras livres do município.
Essas balanças públicas de feira livre eram equipamentos de grande porte, feitos de ferro fundido pesadíssimo e de alto custo financeiro, utilizados para pesar grandes sacas de açúcar com precisão.
Diante do seu misterioso sumiço na madrugada, o prefeito major Manoel Tavares de Lima bateu o pé e se recusou a gastar o dinheiro dos cofres públicos para comprar outro equipamento.
A decisão firme do governante acendeu uma verdadeira revolta entre os comerciantes da cidade da Victória, que se negaram a pagar os impostos, mostrando que os bastidores da política local eram resolvidos no calor da feira.
A gestão de Manoel Tavares de Lima em Vitória de Santo Antão (1904).
Todos os dados e conflitos do ano de 1904 apresentados nesta publicação foram pesquisados no Diário de Pernambuco e no jornal O Lidador de 1904, diretamente do acervo da Hemeroteca Digital Brasileira da Biblioteca Nacional.
1. Fogo cruzado e a defesa contra a "alma perversa" (fevereiro de 1904)
Como todo governo forte, a oposição tentou criar problemas. Em fevereiro de 1904, opositores enviaram cartas anônimas e caluniosas ao Correio do Recife para manchar a reputação do prefeito.
A contestação dos ataques: A resposta veio no Diário de Pernambuco sob o título de "Alma Perversa". O texto rebatia as mentiras e exaltava a "administração correcta e moralisada do digno sr. major Manoel Tavares de Lima".
2. Rigor fiscal no último ano de mandato (abril de 1904)
Dois editais assinados pelo secretário Manoel Cavalcanti de Mesquita Barros comprovam que a prefeitura manteve o compromisso até os últimos meses:
Cobrança na Rua do Marquez do Herval: Aplicando a Lei nº 107 de 1902, o prefeito convocou os devedores de impostos de 1903. O edital deu o prazo final de 30 dias antes de enviar os nomes para a execução na justiça.
Pagamento das contas do júri: Em conformidade com a Lei nº 126 de 1903, a prefeitura convocou os credores da recente sessão do júri local para que apresentassem suas contas authenticadas e recebessem seus pagamentos legais. Isso prova que a gestão era rígida na cobrança, mas exemplar no cumprimento de suas obrigações.
3. A comissão eleitoral (junho de 1904)
Preparando a cidade para os próximos passos políticos, o capitão Caetano Francisco Durães (presidente da comissão municipal) instalou no Paço do Conselho uma junta de revisão extraordinária.
Limpeza no processo: Durante 20 dias, a comissão revisou as listas de votação para retirar cidadãos falecidos ou que mudaram de endereço, evitando fraudes e garantindo a transparência nas eleições da Primeira República.
4. O balanço final e o superávit histórico (outubro de 1904)
Ao se despedir do cargo em outubro de 1904, o major Manoel Tavares de Lima publicou seu relatório final de governo, deixando um legado intestável:
Obras entregues: Reconstruiu o mercado de farinha, o açougue e os currais públicos.
Contas no azul: Pagou todas as dívidas herdadas de gestões anteriores, manteve os salários dos funcionários rigorosamente em dia e, para a surpresa da oposição, entregou o caixa da prefeitura totalmente saneado e com dinheiro sobrando.
Eleição municipal: Os Tavares de Lima no controle das urnas em 1904.
Na República Velha, as cédulas de votação não eram padronizadas pelo governo. Cada partido imprimia suas próprias cédulas em papéis de cores diferentes e vibrantes.
Como o voto não era secreto, os chefes políticos conseguiam identificar de longe, apenas pela cor do papel, em quem o cidadão estava votando.
A engrenagem complexa da eleição municipal de 1904 em Victória: Como funcionava a votação.
O objetivo: Eleger o prefeito, o subprefeito e os membros do Conselho Municipal.
O horário: A votação começava às 9 horas da manhã e deveria terminar no mesmo dia.
O sistema de três cédulas: Cada eleitor votava com 3 papéis diferentes. A cédula rotulada para prefeito tinha um nome, a de subprefeito outro, e a de conselheiro também.
Títulos carimbados: Para validar o voto, os títulos precisavam trazer a palavra "Primeira" escrita com tinta encarnada (vermelha).
Durães espalhou as mesas receptoras por pontos estratégicos da cidade e do interior. A ordem combinava o número da seção com a palavra carimbada com tinta encarnada (vermelha) no título.
O documento convocou oficialmente as autoridades que mandariam e fiscalizariam o processo. Na República Velha, controlar essas mesas eleitorais era sinônimo de supremo prestígio político.
Conforme o edital da Prefeitura da Victória, os locais ficaram assim definidos:
Mesa número 1: Paço do Conselho Municipal. Votavam os eleitores com a palavra "Primeira" no título, escrita com tinta encarnada, ou seja, de cor vermelha.
Mesa número 2: Edifício da Escola Pública Estadual. Votavam os eleitores com a palavra "Segunda" no título, escrita com tinta encarnada.
Mesa número 3: Edifício da Coletoria Estadual. Votavam os eleitores com a palavra "Terceira" no título, escrita com tinta encarnada.
Mesa número 4: Na Escola Pública Municipal de Caricé. Nela votavam os eleitores cujos títulos tinham a palavra "Quarta", escrita com tinta encarnada. Onde votaram também todos os eleitores cujos títulos tinham a palavra "Sexta", escrita com tinta encarnada e que votaram na seção de Pery Pery (atualmente Pirituba).
Mesa número 5: Escola Pública Municipal, à Rua Gequiá, regida pelo professor José Silvino de Souza Moura. Votavam os eleitores cujos títulos tinham a palavra "Quinta" no título, escrita com tinta encarnada.
Mesa número 6: Distrito de São João dos Pombos (atualmente Pombos), na Escola Pública Municipal. Votavam os eleitores cujos títulos tinham a palavra "Sétima" no título, escrita com tinta encarnada.
Mesa número 7: Na Escola Pública Municipal de Serra Grande. Votavam os eleitores cujos títulos tinham a palavra "Oitava" no título, escrita com tinta encarnada. Em 1904, Serra Grande era uma das mais importantes localidades rurais e engenhos do interior de Vitória de Santo Antão (PE).
Titulares oficiais na mesa 4: Entre outros, estavam o irmão do prefeito, João Tavares de Lima, junto a José Tavares de Lima Neto.
Suplentes legais: O filho do prefeito, João Eduardo Tavares de Lima, ao lado de Jovino Tavares de Lima.
Ter membros diretos do tronco do major Manoel Tavares de Lima compondo a mesa oficial e a suplência significava ter os olhos da própria família controlando de perto o fluxo dessas cores nas urnas, assegurando a fidelidade dos eleitores da região.
Reconstituição artística gerada por IA de uma seção eleitoral no interior de Pernambuco na década de 1900. Na República Velha, as votações ocorriam de forma exposta, com a mesa receptora montada diretamente na soleira da porta de escolas improvisadas para o controle visual dos votos. À esquerda, guarda-costas particulares garantiam a segurança e a ordem da liderança local, enquanto os grandes proprietários de terras conduziam o restrito processo eleitoral. Ao fundo, moradores locais assistem ao movimento.
O resultado das urnas: A vitória consagradora dos Tavares de Lima em 1904.
Conforme o jornal “O Lidador”, no dia 28 de agosto de 1904, reuniu-se no Paço do Conselho Municipal a junta apuradora para dar o veredito final da eleição de 10 de julho.
O resultado comprovou o prestígio esmagador do partido governista e chancelou a família Tavares de Lima diretamente nos cargos mais altos do município:
Poder Executivo Consolidado
Para prefeito: Dr. Henrique Lins Cavalcanti de Albuquerque, eleito com 736 votos.
Para subprefeito: Capitão João Tavares de Lima (irmão de Manoel Tavares de Lima), eleito com exatamente os mesmos 736 votos, mostrando sintonia total da chapa.
Poder Legislativo
Capitão Francisco Tavares de Lima consolidou a sua força popular e foi eleito conselheiro municipal com 401 votos.
Essa excelente votação garantiu a sua cadeira legislativa com enorme destaque, colocando o tronco familiar de sangue direto no comando político de Vitória de Santo Antão para o período de 1904 a 1907.A chapa oposicionista era composta para prefeito pelo capitão Antônio de Mello Verçoza e para subprefeito pelo capitão João Cavalcanti de Araújo.
Prestígio e poder: O telegrama oficial de Victória ao governador Sigismundo Antônio Gonçalves.
Em abril de 1904, o cenário político de Vitória de Santo Antão estava em pleno fogo cruzado. A oposição local tentava de todas as formas desestabilizar o último ano de mandato do prefeito major Manoel Tavares de Lima, enviando cartas anônimas e caluniosas aos jornais da capital.
No entanto, a moral e o prestígio do major eram inabaláveis. A maior prova disso ficou registrada na imprensa oficial no dia 10 de abril de 1904: o major Manoel enviou um telegrama público saudando com entusiasmo o feliz início de mandato do novo governador de Pernambuco, o dr. Sigismundo Antônio Gonçalves.
Esse documento histórico revela uma jogada política de mestre. Ao lado do presidente da Câmara Municipal, Caetano Francisco Durães, o major Manoel mostrou que o Poder Executivo e o Poder Legislativo de Vitória trabalhavam em total harmonia e tinham o apoio direto e a solidariedade da maior autoridade do Estado.
Enquanto os opositores atacavam nas sombras com a "alma perversa", o major Manoel Tavares de Lima mostrava a sua força política, preparando o caminho para entregar a prefeitura em outubro daquele ano com as contas pagas, as obras concluídas e com dinheiro sobrando em caixa.
O reconhecimento final da gestão exemplar (10/09/1904).
Obras comprovadas: O texto exalta a reedificação do mercado de farinha, do açougue público e dos currais municipais.
Contas no azul: O prefeito quitou todas as dívidas herdadas, manteve o salário dos funcionários em dia e revelou um saldo exato em caixa de 2:902$694 réis no balancete de agosto.
Caráter ilibado: A imprensa decretou que as críticas da oposição não manchavam sua gestão, reconhecida pela população como justa, enérgica e comprometida com o dinheiro público.
O relatório final de gestão escrito pelo prefeito (15/09/1904).
A gratidão e o dever cumprido: O prefeito inicia expressando sua profunda gratidão ao Conselho Municipal e à população pela confiança depositada. Declara que, apesar dos sérios embaraços políticos e dos obstáculos no início, entregava o cargo com a consciência do dever plenamente cumprido.
As raízes no Engenho Barra e o fim de um ciclo.
Paralelamente à política, a vida no campo continuava forte. Em 30 de agosto de 1904, no Diário de Pernambuco, um edital judicial mostrava que, a requerimento do major Manoel e de sua esposa, dona Anna Álvares dos Prazeres, o tradicional Engenho Barra, em Pirituba, foi colocado para arrendamento, detalhando sua estrutura, mas que precisava de reparos.
O documento oficial fala em "arrendamento trienal". Naquela época, isso funcionava como um contrato de aluguel por tempo determinado (no caso dele, por três anos):A família continuou dona: O major Manoel e dona Anna mantiveram a propriedade das terras. O acordo: Eles repassaram temporariamente o direito de outra pessoa morar lá, plantar a cana e usar toda a estrutura (a moenda, a destilação e as caldeiras).
O motivo: Em troca, o inquilino pagava um valor fixo anual. Era um costume muito comum entre os grandes senhores de engenho de Vitória de Santo Antão para garantir uma renda certa sem o desgaste de administrar a lavoura no dia a dia.
Tanto a propriedade continuou com eles que foi justamente nas casas de vivenda do Engenho Barra, em Pirituba, que o Manoel Tavares de Lima passou seus últimos dias e faleceu em 1909.
O dia em que o major Manoel salvou Victória do “insuportável fétido” dos tomates (1904).
Acervo Hemeroteca Digital Brasileira / Biblioteca Nacional.
Em 1904, no final do seu mandato, o prefeito Manoel atendeu a reclamação dos moradores de Victória. Os depósitos de tomate exalavam um insuportável cheiro ruim. Muitas mercadorias acumuladas apodreciam no calor da feira. O prefeito mandou retirar os estabelecimentos do centro. Os produtos foram transferidos para pontos bem afastados. A medida rápida garantiu a saúde da população.
Acervo Hemeroteca Digital Brasileira / Biblioteca Nacional.
O ex-prefeito da cidade, major Manoel Tavares de Lima, que tinha acabado de deixar o cargo recentemente, deu uma contribuição financeira generosa do próprio bolso no valor exato de 10 mil réis (registrado no sistema monetário de 1904 como 10$000).
Seu filho, Félix Tavares de Lima, também consta diretamente na lista oficial de donativos publicada pelo jornal O Lidador em dezembro daquele ano, contribuindo com a mesma quantia expressiva de 10 mil réis para ajudar a financiar a gigantesca obra.
Mas essa foi apenas a primeira lista de publicação, pois houve mais doações expressivas, como a do Barão de Suassuna no valor de 1:000$000 (um conto de réis), do coronel José Calazans no valor de 20$000 e de José Alves dos Prazeres no valor de 5$000.
Também houve a participação de pessoas que contribuíram com valores menores, como 2$000 e 3$000, incluindo até um anônimo que fez questão de ajudar deixando a quantia de 3$000.
Essa relevante contribuição não foi apenas financeira, mas um ato de liderança política e social que demonstra o compromisso patriótico da família com a história da Insurreição Pernambucana e da cidade.
A campanha de arrecadação foi um sucesso e o monumento foi inaugurado logo depois, em 27 de janeiro de 1905, com o novo prefeito dr. Henrique Lins Cavalcanti de Albuquerque e o subprefeito João Tavares de Lima, permanecendo até os dias de hoje como um dos maiores marcos do município.
A estátua de ferro fundido de 2,20 metros que representa o Anjo Gabriel foi uma doação espiritual e material do arcebispo de Olinda e Recife, Dom Luís Raimundo da Silva Brito.
A escultura carrega uma história curiosa, pois foi recuperada do naufrágio de um navio americano em 1878 e adquirida antes de chegar à igreja.
Apesar de a peça principal ter sido doada sem custos, a construção do monumento exigia muito dinheiro da população por três motivos principais:
Engenharia e infraestrutura: Era necessário erguer um pedestal gigantesco de alvenaria e granito com mais de 5 metros de altura para suportar o peso da estátua de ferro. Isso exigia a compra de materiais como tijolos, cimento e pedras.
Mão de obra: Era preciso pagar os mestres de obras, pedreiros e trabalhadores que construíram a estrutura na praça.
Logística e transporte: Trazer uma peça pesada de ferro do Recife até Vitória de Santo Antão exigia o pagamento de frete ferroviário e o uso de carroças pesadas para o deslocamento local.
Por isso, a doação do anjo foi apenas o ponto de partida, mas foi a arrecadação popular registrada nos jornais que viabilizou a construção do marco histórico.
Por essa razão, abrimos este espaço especial para registrar os irmãos dela, filhos do casal Joaquim José Álvares e Luiza Francisca de Jesus, e os seus respectivos casais, mapeando essa importante transição familiar na região de Vitória de Santo Antão e Pirituba.
De acordo com as certidões de óbito encontradas na plataforma FamilySearch, conseguimos mapear de forma detalhada a descendência do casal Joaquim e Luiza, cruzando os dados de dois momentos históricos diferentes:
Na certidão de óbito de Joaquim José Álvares, datada de 20 de junho de 1889, foi constatado que ele deixou 13 filhos (entre maiores e menores na época). O documento cita os seguintes nomes: Anna, Maria, José, Antonio, Francisco, Joaquina, Manoel, Joaquim, Felippe, Bernardina, Luiz, Pedro e Maria.
Já na certidão de óbito de Luiza Francisca de Jesus, datada de 18 de maio de 1902, os nomes foram registrados de forma mais completa, trazendo os sobrenomes compostos e as idades de cada um dos 13 filhos (todos já maiores de idade):
José Álvares da Cunha Prazeres (60 anos), Maria Álvares dos Prazeres (48 anos), Antonio José Álvares dos Prazeres (47 anos), Manoel Hippolito Álvares dos Prazeres (46 anos), Joaquina Álvares dos Prazeres (45 anos), Francisca Álvares dos Prazeres (44 anos), Bernardina Álvares dos Prazeres (43 anos), Felippe José Álvares (42 anos), Luiz Saturnino Álvares dos Prazeres (36 anos), Pedro José Álvares (35 anos), Maria José Álvares (34 anos), Anna Álvares dos Prazeres e o declarante foi o filho Luiz Saturnino Álvares dos Prazeres.
💍 Casamentos e destinos dos irmãos de Anna Álvares dos Prazeres.
Antônio José Álvares dos Prazeres: Casou-se com Antônia Francisca de Barros Lima em Vitória de Santo Antão PE.
Felippe José Álvares: Casou-se com Júlia de Deus Mello no dia 22/11/1886 em Vitória de Santo Antão PE. Era filha de João de Deus Mello e Anna Francisca da Cunha Mello.
Luiz Saturnino Álvares dos Prazeres: Casou-se com Rita de Cássia Holanda Rocha em 08/12/1901 em Vitória de Santo Antão - PE. Era filha de Joaquim Joaquim José da Rocha e Emiliana de Hollanda Leite. Luiz Saturnino faleceu aos 72 anos de idade, em 26/10/1941, em Vitória de Santo Antão - PE.
Pedro José Álvares: Casou-se com Lupicínia de Deus Mello, no dia 29/06/1891 em Vitória de Santo Antão - PE. Era filha de João de Deus Mello e Anna Francisca da Cunha Mello. Pedro José faleceu aos 52 anos de idade, em 31/01/1922, em Vitória de Santo Antão - PE.
Joaquina Álvares dos Prazeres: Casou-se com José Alves de Souza Bandeira em Vitória de Santo Antão - PE. Era filho de Sebastião Alves de Souza e Galdina Maria da Conceição.
Manoel Hypólito Álvares dos Prazeres: Casou-se com Philonilla Gomes do Rego em Vitória de Santo Antão PE. Era filha de Manoel Gomes do Rego e Angélica Álvares dos Prazeres. Manuel Hypólito faleceu em 07/11/1926, aos 68 anos, em Vitória de Santo Antão PE.
Maria Álvares dos Prazeres: Casou-se com Francisco Correia de Queiroz. Maria Álvares faleceu em 02/04/1924 em Vitória de Santo Antão PE, aos 69 anos de idade.
Maria José Álvares do Rego: Casou-se com Dionízio Gomes do Rego. Passou a se chamar Maria José Álvares do Rego. Segundo o Diário de Pernambuco do dia 22/04/1903, Dionízio foi vítima de um tiro de emboscada. Contava com 38 anos de idade. O fato ocorreu na estrada do Engenho Canha do povoado Chã de Patinhos. Tiveram 7 filhos.
Francisca Álvares dos Prazeres: Casou-se com João Tavares de Lima. Por serem do tronco principal do nosso projeto, os detalhes deste casal estão em uma postagem separada neste blog.
Bernardina Álvares dos Prazeres: Faleceu solteira em 06/07/1905 em Vitória de Santo Antão - PE, aos 40 anos de idade em decorrência de varíola.
Nota do autor: A descendência dos demais irmãos de Anna Álvares dos Prazeres não foi incluída porque o foco principal deste blog é a linhagem da família Tavares de Lima. O registro desses casais serve para documentar os irmãos de Anna Álvares dos Prazeres e os cunhados de Manoel Tavares de Lima.
A estrutura principal da nossa árvore genealógica está concluída, mas você pode nos ajudar a manter este arquivo vivo!
Possui histórias ou memórias contadas pelos mais velhos?
Envie para os nossos e-mails oficiais:
A árvore genealógica dos Tavares de Lima de Vitória de Santo Antão - PE e região é mais do que uma lista de nomes e datas. Ela mostra a longa caminhada dos nossos antepassados, repleta de histórias de superação, conquistas e desafios. Esse blog ajuda a manter viva a memória dos nossos antepassados. É uma jornada de autodescoberta que ajuda a compreender quem somos e de onde viemos. É uma forma de valorizarmos nossa história. Ela fortalece os laços familiares e permite uma conexão com o passado. Ao construir e compartilhar uma árvore genealógica, estamos deixando um legado duradouro para as futuras gerações.










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