terça-feira, 4 de março de 2014

ANA IGNEZ TAVARES DE LIMA (1857 - ? ) / FORTUNATO BEZERRA DE MELLO (1854 - 1919)

  
Para enviar fotos de familiares, informações, correções, podem escrever para um dos e-mails abaixo:

    

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  Ana Ignez Tavares de Lima – A guardiã das sesmarias do Agreste, cuja união de sangue teceu o escudo de proteção e as alianças rurais do clã.

 
“O manejo de nossas lavouras ao lado de Fortunato exige pulso firme, mas é na proteção silenciosa e na fé que erguemos o verdadeiro escudo para defender nossos filhos das intempéries do tempo.”
“Se as febres da nossa época nos cobram saudades e berços vazios cedo demais, nosso sangue responderá fincando raízes indestrutíveis que florescerão de Caruaru até os comércios da capital.”
 
Cronologicamente, Anna Ignez Tavares de Lima nasceu por volta de 1857, período em que a família residia nos engenhos de São Lourenço da Mata - PE. Contudo, os livros paroquiais da localidade apresentam uma lacuna histórica: o índice de batismos conhecido vai de (1843 – 1851) e (1859 – 1862), adiando a confirmação do assento original.

Essa lacuna de 1852 a 1858 explicaria por que o registro exato de Anna Ignez não é encontrado facilmente, tornando as certidões dos irmãos mais novos fundamentais para confirmar a filiação e a trajetória dos pais. Através da certidão de batismo de sua irmã Mathilde, realizado em 30/12/1861 no Engenho Jardim (São Lourenço da Mata - PE), fica evidente que Ana Ignez nasceu naquela mesma localidade antes de 1861.Anna Ignez casou-se com Fortunato Bezerra de Melo, que era agricultor, nascido no ano de 1854 também em Vitória de Santo Antão - PE, filho de Julião Bezerra de Mello e Joaquina Maria Florentina da Conceição.

Fortunato faleceu em 13/06/1919 em Vitória de Santo Antão - PE. Vale salientar que, em outros documentos, ela consta registrada como Anna Tavares da Trindade. Como registro histórico relevante do jornal Diário Novo do dia 04/10/1847, ano 06, número 214, vale destacar que Fortunato Bezerra de Mello era filho de Julião Bezerra de Mello, uma figura de grande influência política na Vitória de Santo Antão do século XIX.

Documentos de época revelam que Julião foi eleito suplente em 1847 pela histórica "Chapa Praieira", grupo liberal que foi protagonista na Revolução Praieira de 1848.Esta revolta foi um movimento liberal que combateu o monopólio das oligarquias tradicionais em Pernambuco, buscando como objetivo principal a democratização da política, o voto livre e a dignidade para as famílias do interior. Essa conexão mostra o prestígio e o envolvimento da linhagem com os grandes movimentos políticos do Brasil Império.
   

Diário de Pernambuco, Ano 54, Edição nº 205, 07 de setembro de 1878.
Acervo Hemeroteca Digital Brasileira / Biblioteca Nacional.



A saga heroica na Grande Seca de 1878: a fuga para salvar a família.

Uma descoberta documental recente revela o capítulo mais dramático, doloroso e heroico vivido por nossos ancestrais. Em 1878, no ápice da devastadora "Grande Seca do Nordeste", a maior catástrofe climática da história da região, nosso patriarca Fortunato Bezerra de Mello viu-se obrigado a tomar uma decisão extrema para salvar sua família da fome e das epidemias que assolavam o interior de Pernambuco.

Registros oficiais da imprensa da época comprovam que Fortunato, com apenas 24 anos de idade, conseguiu junto à Comissão Central de Socorros passagens gratuitas de trem na 3ª classe da Estrada de Ferro de São Francisco.

O destino era a estação de Una (atual cidade de Palmares), uma das poucas áreas úmidas e produtivas na Zona da Mata Sul que ainda ofereciam trabalho e chance de sobrevivência.

No Trem das Cinco Pontas (Recife) rumo ao sul, Fortunato levava consigo sua jovem esposa Ana Ignez Tavares de Lima (então com 21 anos) e 4 filhos menores.

As outras três crianças que estavam naquele trem foram, infelizmente, os pequenos "anjinhos" que não resistiram à primeira infância diante das terríveis condições de saúde pública da época, o que explica não constarem no inventário adulto posterior.

Essa travessia marcou profundamente a vida do casal. Ana Ignez enfrentou privações e doenças logo cedo na vida de casada e faleceu jovem, não chegando sequer ao ano de 1919, quando Fortunato partiu deixando gravado no seu óbito o seu status de viúvo de Anna Ignez.

Essa nota de jornal de 1878 é a prova viva de que nossos bisavós foram verdadeiros guerreiros retirantes, que enfrentaram a maior seca do século XIX de cabeça erguida para se manterem unidos e garantirem que o sangue dos Tavares de Lima continuasse vivo e fincasse raízes indestrutíveis nas gerações seguintes.
    

Reconstituição artística da família de Fortunato na Estação de Cinco Pontas (1878) ilustrada por Inteligência Artificial com base em relatos históricos.

A jornada de trem da família foi da Estação de Cinco Pontas (em Recife) até a Estação de Una (hoje Palmares).

 



DESCENDENTES:



JOSEFA BEZERRA TAVARES DE MELO. 

 Exemplo de resiliência e pilar de afeto familiar, herdeira da longevidade da nossa linhagem.


Josefa Bezerra Tavares de Mello nasceu no ano de 1876 em Vitória de Santo Antão (PE). Após uma longa jornada de vida, faleceu em 16/05/1959 em Recife (PE), residindo no histórico bairro de Casa Amarela.

 

 

JOAQUINA BEZERRA TAVARES  


Nasceu no ano de 1880 em Vitória de Santo Antão (PE). Uniu-se em matrimônio com Fortunato José de Lyra, que tinha o mesmo nome do sogro. Residiram nas localidades de Olhos D'Água e São José dos Pombos.

Descendentes:

Gabriel da Silva Lira: nasceu no final dos anos 1890 em Vitória de Santo Antão (PE), cidade onde também recebeu os santos óleos do batismo. Foram seus padrinhos: José Correia de Queiroz e Mello e Maria Nazareth de Queiroz Mello.

No decorrer dos anos 1920, casou-se com Perpétua de Souza Costa e, posteriormente, no início dos anos 1940, uniu-se em segundas núpcias com Judite Cesário Lima. Gabriel veio a falecer no início da década de 1990 na capital Recife (PE).

Nota histórica: foi registrado na igreja como Gabriel Bezerra de Mello, seguindo o sobrenome materno de sua mãe Joaquina. Esse era um costume muito forte no interior para valorizar a linhagem da família local. Mais tarde, ao atingir a maioridade e migrar para a capital Recife, adotou oficialmente o sobrenome paterno nos registros civis.

Passou a assinar como Gabriel da Silva Lira no seu casamento e no seu óbito, adotando o nome de seu pai Fortunato José de Lira. Essa flexibilidade era comum na época e ajudou a consolidar a identidade legal dos irmãos na capital após a perda precoce dos pais.

Marcelo Bezerra de Mello: nasceu no início dos anos 1900 em Vitória de Santo Antão (PE). Foram seus padrinhos: João Joaquim de Souza Peixoto e Maria da Natividade Lessa.

Joaquim Bezerra de Lyra: nascido em meados dos anos 1900 no município natal. Foram seus padrinhos: Josino Bezerra da Silva e Thereza Bezerra.

 


ANTÔNIA BEZERRA TAVARES  


Antônia nasceu no ano de 1881 em Vitória de Santo Antão (PE).

Nota histórica: diante da certidão de óbito de seu pai em 1919, ela ainda consta registrada como viva naquele momento, contando com 38 anos de idade. Até o presente momento, não se sabe se chegou a se casar ou permaneceu solteira, pois seus registros posteriores seguem em investigação.



MANOEL BEZERRA TAVARES  


Nascido no dia 05/08/1886 em Vitória de Santo Antão - PE, cidade onde também recebeu os santos óleos do batismo. Foram seus padrinhos: José Tavares de Lima e Francisca Guilhermina de Figueiredo. Manoel faleceu no dia 29/10/1918 na mesma cidade. Permaneceu solteiro. Era auxiliar do comércio. Seu irmão Antônio Bezerra de Mello foi o declarante.


   

MARIA BEZERRA TAVARES DE MELLO. 

 Uma mulher de profunda dignidade e amor ao lar, cuja vida foi precocemente interrompida aos 38 anos de idade em Pirituba, deixando o coração de sua família repleto de saudades e uma lembrança eterna de sua força.


Maria Bezerra Tavares de Mello nasceu no ano de 1886 em Vitória de Santo Antão (PE). Ela seguiu a tradição agrícola da família, casou-se e estabeleceu sua vida na comunidade rural do Sítio Cipoal, uma localidade tradicional do município. Infelizmente, sua jornada foi abreviada de forma precoce. No dia 08/08/1924, Maria faleceu no Cipoal em decorrência de uma tuberculose. 

 
 
ISABEL BEZERRA TAVARES. 
 Símbolo de amor matriarcal, firmeza de caráter e tronco fundador no Agreste.
 

Nasceu no ano de 1879 em Vitória de Santo Antão (PE). Uniu-se em matrimônio com José Vidal de Negreiros, passando a se chamar Izabel Tavares de Negreiros (embora em outros registros também conste como Izabel Vidal de Negreiros).

Descendentes:


Luiz Gonzaga de Negreiros: nascido em meados dos anos 1900 em Vitória de Santo Antão (PE). Casou-se com Maria Luiza Alves de Negreiros. Descendentes:

Olímpia Cristina de Negreiros: nascida em Caruaru (PE), cidade onde seu batismo foi celebrado pelo reverendo Padre Cabral. Foram seus padrinhos seus avós maternos: José Vidal de Negreiros e Isabel Tavares Negreiros. Olímpia casou-se com Renato Guerra na mesma localidade, deixando os filhos Renata, João Luiz e Maria Clara de Negreiros Guerra.

Maria do Rosário Negreiros: nascida em Caruaru (PE), local onde também recebeu o batismo. Foram seus padrinhos Luiz Gonzaga de Negreiros e Maria Luiza Alves de Negreiros. Ela veio a falecer no início dos anos 2010 na capital Recife (PE). Era casada com Luiz Barros da Silva (união celebrada em Caruaru), deixando as filhas Martha Thereza e Cláudia Cristina Negreiros Barros.

Joaquim de Negreiros: nasceu em Caruaru (PE) e foi batizado pelo reverendo Padre Manoel de Andrade Lima, sendo seus padrinhos o cônego Eugênio de Medeiros e Josefa Alves da Silva. Casou-se com Maria do Rosário César em Recife (PE).

Luiz Gonzaga de Negreiros: nascido em Caruaru (PE), onde foi batizado pelo Padre Cabral. Foram padrinhos Joaquim Alves da Silva e Guilhermina Alves. Casou-se com Maria da Assunção Vilares de Almeida na capital pernambucana.

Laura Vidal Bezerra: nascida na metade dos anos 1910 em Caruaru (PE). Fechou seu ciclo de vida no início dos anos 2010 em Recife (PE). Casou-se com José Santino Bezerra Filho, em Caruaru - PE, passando a adotar o sobrenome do marido: Laura de Negreiros Bezerra. Descendentes nascidos em Caruaru: deixou 8 filhos e entre eles: Denice Bezerra de Negreiros e José Laudenor Vidal Bezerra.

Manoel Vidal de Negreiros: nascido no início dos anos 1910 em Caruaru (PE) e veio a falecer no início da década de 1980 na capital Recife (PE). Casou-se com Maria Oliveira Negreiros. Descendentes: Maria Dulce, Maria Izabel, Luiz e Maria Cristina de Negreiros.

Romariz Vidal de Negreiros: nasceu no início da década de 1910 em Caruaru - PE. Uniu-se em matrimônio com Maria do Carmo Lopes de Negreiros. Descendentes: Maria José Vidal de Negreiros Gouveia (nascida em Caruaru, casou-se com Paulo Cândido da Cruz Gouveia) e Miracy Lopes de Negreiros.

Guilhermina Bezerra Tavares: casou-se com João Pereira Pinto. Descendentes nascidos e batizados em Caruaru (PE): Leopoldina Pinto de Negreiros. Iraci Pinto de Negreiros. Josepha Pinto de Negreiros (cujos padrinhos foram José Antônio da Silva e Maria José da Silva). Leonildo Pinto de Negreiros nascido e batizado na mesma cidade, tendo como padrinhos João Pinto Sobrinho e Maria Ananias Pinto).
 


PETRONILLA BEZERRA TAVARES. 
 Símbolo de dignidade, companheirismo e dedicação familiar.
 
Petronilla Bezerra Tavares nasceu no ano de 1890 em Vitória de Santo Antão (PE). Uniu-se em matrimônio em sua cidade natal com Severino Francisco Alves, comerciante e proprietário da tradicional Mercearia Alves. Ele era filho de Francisco Ferreira de Castro e Theresa de Jesus Virgem.

Após o falecimento de seu marido, ocorrido em meados dos anos 1940, Petronilla migrou para a capital, Recife. Ela estabeleceu residência no bairro de Casa Amarela, vivendo na mesma rua e vizinha de sua irmã Josefa.

Petronilla veio a falecer no dia 31/01/1968 em Recife PE, cerca de uma década após a partida de Josefa. Em um bonito gesto de retorno às suas origens, seu corpo foi transladado de volta à terra natal, sendo sepultada no Cemitério de Vitória de Santo Antão.


Descendentes:

Aurora Bezerra Alves: nascida no início dos anos 1910 em Vitória de Santo Antão (PE). Infelizmente, faleceu no início da década de 1930, aos 18 anos de idade, na mesma localidade. Permaneceu solteira e sem descendentes.

Crispim Francisco Alves: nascido no início dos anos 1910 em Vitória de Santo Antão (PE). Seu batismo foi celebrado pelo reverendo Padre Américo Vasco, tendo como padrinhos Manoel Joaquim da Silva e Maria Luiza de Queiroz. Casou-se com Jandira Tavares Alves Whatley Dias na capital Recife (PE), nascida na metade dos anos 1920 e filha de Alfredo Whatley Dias e Eglantine Tavares Whatley.

Descendentes de Crispim e Jandira:

Diana Maria Alves Varchavsky: nasceu em Recife (PE). Casou-se com Gilberto Reimão Varchavsky, deixando os filhos Renata e David Ricardo.

Maria da Conceição Alves de Guimaraens: casou-se com Afonso Henriques de Guimaraens Neto, deixando os filhos Mariana e Francisco.

Nelson Francisco Alves: casou-se com Vera Maria da Fonte Alves, deixando os filhos Ana Maria, Felipe, Silvia e Cecília. Margarida Maria Alves Curtis: casou-se com Christian Curtis, deixando o filho Roberto Augusto.

Victor Francisco Alves: casou-se com Isabel Guimarães Alves, deixando Rodrigo, Ana Paula e Luciano. Nadja Alves Lima: casou-se com Edson Francisco de Andrade Lima, deixando Sabrina, Carolina e André Francisco.

Edna Alves Ferreira Martins: casou-se com Jose Ferreira Martins Junior, deixando Bernardo Jose e Raquel.

Danusia Dias Alves: casou-se com Luiz Carlos Rabello Varella, deixando a filha Luciana (Casada com Daniel Burlá, cujo filho Philip Varella Burla nasceu em Montreal, no Canadá).

Telma Dias Alves: casou-se com Paulo Artur. Ricardo Francisco Alves. Roberto Francisco Alves.

George Francisco Alves: casou-se com Solange de Souza Alves.

Alfredo Francisco Alves: nasceu na capital pernambucana. Casou-se com Maria de Lourdes, deixando os filhos Sarah e Mateus.

Continuação dos irmãos (filhos de Petronilla):

Jayme Bezerra Alves: nascido em meados dos anos 1910, sendo batizado em Vitória de Santo Antão (PE). Foram seus padrinhos Guilhermino Ignácio de Meira Ferrão e Josepha Gomes Tavares de Meira.

Doralice Bezerra Alves: nascida em meados da década de 1910 no município de Vitória, tendo os mesmos padrinhos do irmão Jayme.

Benigna Bezerra Alves: nascida em meados dos anos 1910 em Vitória de Santo Antão (PE), local onde recebeu o batismo. Foram seus padrinhos Victal Francisco Alves e Benvinda Maria Alves.

Edith Bezerra Alves: nascida no final dos anos 1910 em Vitória de Santo Antão (PE). Foram padrinhos José Joviniano de Moura e Maria Alves de Moura. Infelizmente, Edith faleceu no mesmo período de seu nascimento na sua cidade natal.

Euripedes Francisco Alves: nascido no início dos anos 1920 em Vitória de Santo Antão (PE). Veio a falecer no início dos anos 1980 na capital Recife (PE). Casou-se em Vitória com Ivanete Teixeira Rego Barros. Descendentes: Solange Maria Rego Barros Alves (nascida em Vitória) e Maria da Salete Rego Barros Alves (nascida em Moreno - PE, casada com Érico Iglésias Cavalcanti Melo).

José Francisco Alves: nascido no início da década de 1920 em Vitória de Santo Antão (PE). Casou-se na capital com Maria Luiza de Mesquita Regueira (filha de Raimundo Honório Regueira Pinto de Souza e Maria Luiza de Mesquita Regueira), que passou a se chamar Maria Luiza Regueira Alves.

Descendentes nascidos em Recife: Rogério Regueira Alves. Fábio José Regueira Alves. Sônia Regueira Alves Laranjeiras (casada em Recife com Gilberto Barbosa Laranjeiras, deixando o filho Gilberto Regueira). Ana Cristina Regueira Alves.

Floriano Bezerra Alves:
nasceu na metade dos anos 1920 em Vitória de Santo Antão (PE), local onde foi batizado. Foram seus padrinhos seus tios: Antônio Bezerra Tavares e Arthemia Bezerra de Lima.

Miguel Francisco Alves: nascido no final dos anos 1920 no município natal, cidade de seu batismo. Foram padrinhos Miguel Augusto de Lagos e Maria Cristina de Holanda Cavalcante.

Aurora Bezerra Alves: nascida no início dos anos 1930 em Vitória de Santo Antão (PE). Seu nome foi dado em uma linda homenagem à irmã falecida no mesmo ano.
 




Descendentes de Petronilla Bezerra Tavares.

Fonte: Fotografia do acervo particular de um colaborador da família,
cedida gentilmente para publicação.




BENTA BEZERRA DE MELO. 
 Símbolo de doçura e encanto, cuja partida precoce em 1922 interrompeu uma vida promissora e deixou uma saudade imensurável no coração de toda a família.


Nasceu no dia 23/03/1893 em Vitória de Santo Antão (PE). Seu batismo foi celebrado pelo reverendo Padre Valeriano Pereira de Souza, tendo como padrinhos de batismo os tios: Manoel Tavares de Lima e Ana Álvares dos Prazeres.

Uniu-se em matrimônio com Antônio Ferreira de Lacerda, passando a se chamar Benta Tavares de Lacerda (embora em outras certidões também apareça como Benta Bezerra de Lacerda). Infelizmente, a patriarca Benta veio a falecer no dia 26/12/1922 em consequência de uma gripe, na cidade de Pombos (PE).


Descendentes:

Etelvina Bezerra de Lacerda: nasceu no início dos anos 1910 em Vitória de Santo Antão (PE). Foi batizada pelo Padre Américo Vasco, sendo padrinhos Fortunato Bezerra de Mello e Maria Fortunata Bezerra. Etelvina faleceu em meados da década de 1920 aos 12 anos de idade em decorrência de uma tuberculose na mesma cidade. 

Isaura Bezerra de Lacerda: nasceu na metade dos anos 1910 em Pombos (PE).

Florisa Bezerra de Arruda: nasceu em meados da década de 1910 em Pombos (PE), sendo batizada no município de Vitória pelo Padre Américo Vasco. Foram seus padrinhos seus tios: Petronilla Bezerra Alves e Severino Francisco Alves.

Casou-se com Joaquim de Arruda Azevedo na capital Recife (PE). O companheiro era filho de José de Arruda Azevedo e Guilhermina Maria da Conceição, vindo a falecer na metade dos anos 1950 na mesma capital. Descendentes: Maria Floriza de Arruda e Ana Inez Bezerra de Arruda.

Alzira Bezerra de Lacerda: nascida no final dos anos 1910 em Pombos (PE).

Manoel Bezerra de Lacerda: nasceu no fechamento dos anos 1910 em Pombos (PE), local onde foi batizado pelo Padre Américo Vasco. Foram seus padrinhos Domingos Bezerra Marques e Cândida Maria da Conceição.

Maria Bezerra de Lacerda: nasceu no início dos anos 1920 na mesma localidade de Pombos.
 
  
 
 
 ANTÔNIO BEZERRA DE MELO. 
 Jovem de espírito empreendedor e caráter íntegro, marcante na capital.
 

Antônio Bezerra de Mello nasceu no dia 20/07/1900 em Vitória de Santo Antão (PE). Em sua cidade natal, recebeu os santos óleos do batismo, tendo como padrinhos os seus tios José Caetano Vidal e Izabel Senhorinha da Trindade.

Homem de negócios, estabeleceu-se como comerciante e uniu-se em matrimônio, na década de 1920, com Arthemia Pires Bezerra no estado de Alagoas. Ela era filha de Cândido Pires de Araújo e Senhorinha Lopes de Araújo, e passou a se chamar Arthemia Bezerra de Lima.

Posteriormente, o casal fixou residência na capital pernambucana. Antônio veio a falecer no dia 13/03/1941 no tradicional bairro da Boa Vista, no coração de Recife. Sua companheira, Arthemia, viveu uma longa jornada após a partida do marido, vindo a falecer na capital também no final dos anos 1960.


Descendentes:

Elza Bezerra Pires: nascida no final dos anos 1920 em Recife (PE). Casou-se com Elias José Morais na capital pernambucana, onde o companheiro veio a falecer em meados dos anos 2000. Não deixaram filhos.

Severina Elba Bezerra Vieira: nascida em meados da década de 1920 em Recife (PE). Casou-se com José Pessoa Vieira na capital, passando a se chamar Severina Elba Bezerra Vieira. O marido era filho de João Gomes Vieira e Celina Pessoa Vieira.

Descendentes de Severina Elba e José Pessoa:

1) David Bezerra Vieira: casou-se com Elivânia dos Santos Pereira, que passou a se chamar Elivânia Pereira Vieira. Descendentes: Danielly Cristina Pereira Vieira e David Matheus Pereira Vieira.

2) Celina Maria Ferreira da Silva: casou-se com Alberto Ferreira da Silva em Recife (PE), adotando o sobrenome do maridо.

3) André Luiz Bezerra Vieira: casou-se com Leopoldina Maria Muniz de Carvalho em Recife (PE), que passou a se chamar Leopoldina Maria de Carvalho Vieira.

4) João Gomes Vieira Neto: casou-se com Helimar Katia Ferreira, que passou a se chamar Helimar Kátia Ferreira Vieira. Descendentes: Acássia Karoline Ferreira Vieira.

Curiosidade da época: o mistério do "um mês de vida" nos batismos.

Naquele tempo era um costume muito comum na zona rural os pais declararem que os filhos tinham apenas "um mês de vida" no momento do batismo. Isso acontecia porque a Igreja Católica era muito rígida e cobrava taxas ou multas caso os sacramentos fossem adiados.

Como as famílias moravam isoladas nos engenhos e sítios e repetiam as viagens à matriz apenas de tempos em tempos, eles diminuíam a idade das crianças diante do padre para evitar as broncas e a burocracia. Por isso, muitos da família aparecem nos livros da igreja com apenas um mês, mesmo já tendo dois ou três anos de idade reais.
 
 
 
 
 
 

    

                            








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